Sexta-feira, 24 de Março de 2006

DIÁRIO DE UM CINQUENTÃO NA ACADEMIA

>
> NOS PRIMEIROS DIAS TODA MALHAÇÃO É UM ENCANTO, MAS DEPOIS........
>
> Agora que acabei de completar 50 anos, minha mulher me presenteou com um
> cupom válido por uma semana de treinamento físico em uma boa academia
local.
>
> Independente de que eu estou em excelente forma, pensei que era uma boa
> idéia para tentar deter o processo da "barriguinha" que ataca a todos nós.
>
> Liguei para a secretária e fiz minha reserva com uma "personal trainner"
> chamada Nádia, que se auto-descreveu como uma Instrutora de Aeróbica de 26
> anos e modelo de trajes de banho e roupa esportiva.
>
> E a secretária me recomendou que levasse um diário para ir documentando
meu
> progresso e é esse que eu lhes envio:
>
> Segunda: Comecei meu dia as 6:00. Bastante difícil levantar-se da cama a
> essa hora, porém toda viagem valeu a pena quando cheguei ao ginásio e vi
que
> Nádia estava me esperando. Parecia uma deusa grega: ruiva, olhos azuis e
um
> grande sorriso, com uns lábios carnudos e um corpo espetacular.
>
> Nádia me fez um tour para mostrar os aparelhos, tomou meu pulso depois de
5
> minutos na bicicleta. Se alarmou que meu pulso estava tão acelerado porém
eu
> o atribuí a ela, vestida com uma malha de lycra coladinha, e estava bem
> perto de mim. Desfrutei bastante do exercício. Nádia estava sempre me
> motivando quando fazia as sessões, apesar da dor na barriga que eu sentia,
> de tanto encolhê-la, toda vez que ela passava perto de mim.
>
> Terça: Tomei duas jarras de café, porém finalmente sai da porta da minha
> casa. Nádia estava mais linda que nunca, me pôs a levantar uma pesada
barra
> de metal e depois se atreveu a por pesos!!! Minhas pernas estavam um pouco
> debilitadas, mas eu consegui completar UM KILÔMETRO COMPLETO.
>
> O sorriso arrebatador que Nádia me deu me convenceu completamente de que
> todo exercício valeu a pena... me sentia fantástico... era uma nova vida
> para mim.
>
> Quarta: A única forma como consegui escovar os dentes, foi colocando a
> escova sobre a pia e movendo a cabeça para os lados.. Creio que tenho uma
> hérnia nos peitorais. Dirigir não foi tão fácil: somente de frear e dar
> voltas no volante me doía o peito. Estacionei em cima da calçada...
> Nádia estava ficando impaciente comigo por considerar que meus gritos
> molestavam demais os outros sócios do clube. Sua voz estava um pouco aguda
a
> essas horas da manhã e quando gritava me incomodava muito. Meu corpo doeu
> inteiro quando ela me colocou uma cinta para fazer escalada. Para que
merda
> alguém inventa um treco para se e scalar quando isso já está obsoleto com
os
> elevadores? Nádia me disse que isso me ajudaria a ficar em forma e
desfrutar
> a vida... ou alguma dessas merdas de promessas.
>
> Quinta: Nádia estava me esperando com seus odiosos dentes de vampiro e com
> seu sorrisinho estilo Jack Nicholson em Batman. Não pude evitar de chegar
> meia hora atrasado: foi o tempo que demorei para colocar os sapatos. A
> desgraçada da Nádia me colocou para trabalhar com os pesos, quando se
> distraiu, saí correndo para me esconder no banheiro. Mandou um outro
> treinador me buscar e como castigo me pôs a trabalhar na máquina de remar
e
> me ferrei.
>
> Sexta: Odeio a desgraçada da Nádia mais que qualquer outro ser humano, que
> tenha sido odiado na história do mundo. Estúpida, magra, anêmica, chata e
> feminista sem cérebro! Se houvesse uma parte do meu corpo que podia se
mover
> sem uma dor angustiante, eu partiria no meio a vaca que pariu essa
> desgraçada. Nádia quis que eu trabalhasse meus tríceps... EU NEM SEI O QUE
É
> UM TRÍCEPS!!! e se não bastasse me colocar o peso para que o rompesse, me
> colocou aquelas merdas das barras ou qualquer outra coisa que pese mais
que
> um sanduíche...
>
> A bicicleta me fez desmaiar e acordei na cama de uma nutricionista, uma
> idiota que me deu uma catequese de alimentação saudável, claro. Que mal
tem
> se entupir tanto de comida a ponto de passar mal? Por que eu não fui fazer
> algo mais tranqüilo, como ter aulas de costura?
>
> Sábado: A lazarenta da Nádia me deixou uma mensagem no celular com sua
> vozinha de lésbica assumida, perguntando-me por que eu não fui. Só com a
> vozinha me deu gana de quebrar o celular, porém não tinha certeza se teria
> força suficiente para levantá-lo, inclusive para apertar os botões do
> controle remoto da tevê estava difícil...assim eu fiquei sentado,
assistindo
> 11 horas seguidas o maldito National Geographics, vendo um hipopótamo
> maldito ficar comendo e brincando na lama...
>
> Domingo: Pedi ao vizinho do lado para ir a missa e agradecer a Deus por
> mim,por essa semana que terminou. Também rezei para que o ano que vem, a
> desgraçada de minha mulher me presenteie com algo um pouco mais divertido,
> como um tratamento dentário de canal, um cateterismo ou um exame de
> próstata.
>

sinto-me:
publicado por Intemporal às 17:15
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Sábado, 11 de Março de 2006

Tô voltandooooooo!!!!

ra q da beijinhos.gif
O ÓBVIO
Em uma escola muito heterogênea, onde estudam alunos de várias classes sociais, durante uma aula de português, a professora pergunta:
- Qual é o significado da palavra "óbvio"?
Rapidamente, Marcílio II, rico, um dos mais aplicados alunos da classe, que estava sempre muito bem vestido, cheiroso em bonito, respondeu:
- Prezada professora, hoje acordei bem cedo, ao raiar da alva, depois de uma ótima noite de sono no conforto de meu quarto particular. Desci a enorme escadaria de nossa humilde residência e me dirigi à copa onde era servido o café. Depois de deliciar-me com as mais apetitosas iguarias, fui até a janela que dá vista para o jardim de entrada e admirei aquela bela paisagem por alguns minutos, enquanto pensava como é agradável e belo o viver. Virando-me um pouco, percebi que se encontrava guardado na garagem o automóvel BMW pertencente a meu pai.
Pensei com meus botões: "É ÓBVIO que meu pai foi ao trabalho de Mercedes". Sem querer ficar para trás, Guilherme, de uma família de classe média, acrescentou:
- Professora, hoje eu não dormi muito bem, porque meu colchão é meio duro. Mas eu consegui acordar assim mesmo, porque pus o despertador do lado da cama para tocar cedo. Levantei meio zonzo, comi um pão meio muxibento e tomei café.
Quando saí para a escola, vi que o fusca do papai estava na garagem. Imaginei: "É ÓBVIO que o papai foi trabalhar de ônibus". Embalado na conversa, José, de classe baixa, também quis responder:
- Fessora, oje eu quase num drumí, pusquê teve tiroteio inté tarde na favela. Só acordei di manhã pusquê tava morreno di fome, mas num tinha nada pra cumê mesmo... quando oiei pela janela du barracão, vi a minha vó cum jornal dibaxo du braço e pensei: "É ÓBVIO qui ela vai cagá. Num sabe lê!"

Intemporal
publicado por Intemporal às 18:47
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